terça-feira, 19 de abril de 2016

Querem coibir o uso popular da internet.

Brincando com a calculadora um pouco.

Suponha que contratou 10 MB/s com franquia de 100 GB. Usando plenamente a franquia se esgota em 2h46m. Ou seja, não durou sequer um dia.

Daí, para aproveitar o mês todo sem esgotar a franquia, 30 dias, sua velocidade média terá que ser de 38,6 kB/s. Pior que a linha discada de antigamente, e não está recebendo a velocidade contratada.

Alguém está tentando, de forma não muito escondida, impedir o acesso pleno à internet.

E não é só na navegação e downloads que se gasta. Windows tem o péssimo costume de baixar atualizações escondido, e muitos programas e serviços ficam tagarelando com diversos servidores sem que se perceba. Quem se interessa pode monitorar com p/ex. Wireshark.
Duvido que a intenção seja apenas de proteger os bolsos das operadoras. É via internet que se troca informações, organiza manifestações e outras atividades políticamente sensíveis. É de muito interesse do governo atrapalhar isso ao máximo.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sites freela, chantagens e malandragens.

Então, inscreve-se em alguns sites de intermediação, brasileiros e estrangeiros.

Um dos sites (brasileiro) manda um mail: "Excelente oportunidade para você, aproveite logo!". Vai lá ver, parece bom mesmo. Calcula honorários razoáveis e clica no botão 'ofertar'. Daí abre um quadrinho "Exclusivo para assinantes Premium. Assine já!". Já começa um sentimento ruim, por que não avisaram quando me inscrevi, ou no mail?

Bem, vai lá ver sobre assinaturas. R$20,00 por mês, razoável. Clica em assinar. Abre a tela com as opções de pagamento. Nos detalhes das opções se vê que os R$20,00 se refere a assinatura de 6 meses, por um total de R$120,00. E vai descontar tudo duma vez. Bem que desconfiei e li com atenção, estava meio escondido em outras informações em letras miúdas.

Então, opção de 3 meses, R$40,00 por mês. Não muda nem as moscas.

Por último, 1 mês. Ha! R$80,00! Esqueça.

Não teria problema se tivessem avisado sobre esses pequenos detalhes logo de cara, mas fazem a gente passar por um longo e ardiloso processo até descobrir a arapuca.

Fica a sensação de ser aquela menininha que o 'tiozinho' está acenando um docinho na cara. Estende a mão para pegar e ele tira rapidinho. "Ã-ã-ã-ã, te quero ver nua primeiro".

Ainda por cima, por mais que se pague não oferecem garantia nenhuma de entrar serviços em quantidade razoável e muito menos de efetivamente contratar algum que pague o bastante para compensar o custo. No mercado atual tem muito moleque querendo pagar R$5,00 por artigo de 1000 palavras, e ainda acha caro.

Outro site (brasileiro) até que é razoável, a maior parte dos serviços dá para ofertar sem problema. Mas às vezes aparece um "Só para quem passou no nosso teste de habilidade em isso ou aquilo. Vinte reau". VTNC.

Por aí vai.

Não digo que os sites estrangeiros sejam sem algumas cobranças, mas tendem a ser mais objetivos e diretos. Também dependem menos de assinaturas, intermediam não só os serviços, mas também os pagamentos, tirando uma porcentagem. Isso previne o contratante de passar a perna, e é mais justo. É de interesse deles de maximizar as contratações, os brasileiros não precisam estar nem aí, descontando do cartão da gente dando pouca contrapartida.

sábado, 9 de abril de 2016

O piso mais liso do mundo.

Estou flutuando pelo vazio, sentado num sofá. Em cima, uma lona prateada ondula na brisa. É o protótipo de uma vela solar. A cadeira desliza pela escuridão, nada para detê-la de seguir assim pela eternidade.

A estranha sensação de estar voando pelo espaço numa almofada é extremamente relaxante, desorienta mas sem causar vertigens. A suavidade do movimento faz minha companheira no sofá, uma engenheira da NASA, sentar com as pernas cruzadas e os olhos fechados, como num trance zen, enquanto deslizamos pelo escuro.

Infelizmente, num tempo curto demais, nosso sofá espacial encosta na plataforma de embarque e voltamos à terra firme na área do piso liso na Marshall Spaceflight Center em Huntsville Alabama.

Apesar da sensação de estar voando pelo espaço, o sofá espacial da NASA estava na realidade voando sobre jatos de ar comprimido uma fração de milímetro em cima de uma superfície polida, perfeitamente lisa. Imagine uma mesa de air hockey onde o puck, em vez da mesa, produz o jato de ar.

O Piso Liso é reconhecido como a superfície mais lisa do mundo. Feita de resina epóxica preta, cobre a base de um galpão de 26 metros. Pode-se movimentar objetos sobre ela numa plataforma pneumática sem atrito. Isso significa que uma vez algo se move, segue em movimento até colidir com outro objeto, exatamente como faria no espaço.

O sofá é usado para demonstrar a área para visitantes, mas o piso liso foi desenvolvido para testar sistemas de engate de espaçonaves e outros projetos e ideias.

"Não podemos deslocar verticalmente, mas podemos deslocar em todas as outras dimensões", diz Thomas Bryan, o engenheiro sênior responsável pelo piso liso, que guiou nossa viagem no sofá nos empurrando pelo galpão com o dedo. É um excelente meio de simular movimentos no espaço. "De fato é o que usamos para simular espaçonaves".

O piso liso está no momento sendo usado para desenvolver espaçonaves capazes de interceptar e capturar satélites mortos e demais lixo espacial. Se acoplariam aos satélites mortos, puxando-os até a atmosfera onde queimariam.

Com o piso preto polido, paredes sem janelas, holofotes parecendo estrelas e a reluzente vela solar, tudo se parece espacial e futurístico. No entanto, um aspecto dessa área de testes incomum demonstra que mesmo as tecnologias avançadas da NASA têm que lidar com problemas terráqueas.

"O nosso maior problema foi por causa dos gatos", admite Bryan, apontando o dedo para linhas de manchas atravessando parte do piso. "Aquilo são pegadas de gato - eles viviam nos túneis do prédio e de noite fizeram disso seu playroom".

"As pegadas fizeram o epóxi expandir", ele explica. "Nos colocamos barreiras para impedi-los, mas agora temos uma memória permanente das suas pegadas".

O porquê dos gatos gostarem tanto é compreensível. Eu podia passar horas aqui, deslizando no sofá sem atrito pelo piso mais liso da América

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Whatsapp implementa criptografia ponta-a-ponta

Nesta terça-feira Whatsapp, o aplicativo de mensagens do Facebook usado por mais de um bilhão de pessoas, implementou criptografia total no seu serviço, garantindo que só o remetente e o receptor possam ler as mensagens enviadas.

Conhecido como “criptografia ponta-a-ponta”, se aplica a fotos, vídeos e mensagens de grupo enviados entre usuários em mais de 50 línguas pelo mundo, incluindo Índia, Brasil e Europa. Anteriormente apenas textos entre indivíduos eram completamente criptografados.

“Todos os dias temos relatórios de informações sensíveis sendo acessados indevidamente ou furtados”, Whatsapp declarou num blog post. “Nos próximos anos as comunicações e dados digitais das pessoas serão cada vez mais vulneráveis a ataques.”

“A criptografia ponta-a-ponta nos protege destas vulnerabilidades”, informa a empresa.

A ação põe Whatsapp no impasse entre empresas de tecnologia e investigadores criminais sobre o acesso a dados digitais. Um impasse que coloca as ideias libertárias do Vale de Silício contra as preocupações com a segurança nacional do governo federal. Criptografia mais eficiente torna difícil ou impossível para as agências interceptarem as mensagens do Whatsapp para investigações.

O governo também teve problemas semelhantes com empresas como Telegram, Signal e Wickr Me, serviços de mensagens que oferecem opções de criptografia.

O debate sobre o acesso a dados digitais eclodiu em fevereiro quando no ano passado a corte federal de Califórnia mandou a Apple ajudar em abrir um iPhone pertencente ao atirador no massacre de San Bernardino em Califórnia. O diretor geral da Apple, Timothy D. Cook resistiu à ordem, alegando a necessidade da empresa proteger os indivíduos. Agentes da lei, incluindo o diretor da FBI James B. Comey criticaram a criptografia como um impedimento a investigações, incluindo terrorismo.

Há um mês num comício o presidente Obama se opôs à postura das empresas de tecnologia em relação à criptografia. Em seguida o departamento de justiça cancelou a demanda de a Apple abrir o iPhone, dizendo ter encontrado outro meio, não revelado, para entrar no aparelho.

A FBI se preocupa principalmente com a criptografia do Whatsapp, por causa do enorme número de usuários e o grande alcance internacional. Com o crescimento das comunicações através de serviços de mensagens, textos, vídeos, fotografias etc. criptografados podem se tornar mais problemáticos para as forças da lei do que dispositivos bloqueados. A criptografia do Whatsapp será habilitada por padrão, o usuário não precisa intervir manualmente.

Já antes o Whatsapp esteve em conflito com a lei sobre os dados digitais. Há um mês a polícia federal prendeu um executivo do Facebook por não revelar informações de uma conta do Whatsapp numa investigação de tráfico de drogas. O executivo foi posteriormente liberado.

Nos Estados Unidos o departamento de justiça está discutindo como proceder numa investigação criminal onde um juiz federal aprovou a escuta telefônica, mas a criptografia do Whatsapp frustrou os investigadores.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

The Ongoing Saga of Gladys and Plod, part 4

return the Bronx statute of the 16th century to its rightful place viz the Lord Chancellor's very deep and very moist depository. Meanwhile, Gladys has demonstrated her new Bavarian technique to the ho, who thought it a marvelous idea.

They called Plod and asked him to pick up Bernadette Bernadotte of Bern on the way, and come over to the stage to demonstrate his own version of the ho followed by Bernadette Bernadotte of Bern performing a duo pole dance with the ho, while Gladys and Plod were apprehended by the bouncer for the small sachet found in the lining of Gladys' padded bra which she'd placed there the night before during a clandestine meeting with the geezer with the Ford Capri. However, Plod protested innocence despite traces on his waistcoat, indicative of having had contact with Glady's generous cleavage and extracting the car keys which she habitually stored there.

Picking up the ho, they hoofed it to the car park just in time to be intercepted by their favourite dwarf who asked to be thrown a coming out party for his debutant twin sisters, but for Plod the game was on, he needed a swift getaway in order to catch the ho before it started to rain. After a few circuits around the town square he caught her, and together they walked to what later, in court, became known as a public poll investigating public opinion on the use of mustard as a substitute for Vick's vaporub for the treatment of the underlying cause of Plod's irritable itch on his nose and his reading of surreal poetry by the light of the silvery moon that shone brightly on Plod's Austin Allegro, parked in a disabled bay in readiness to deliver the box of Cadbury's Milk Tray that had by now become a gooey mess that the dwarf and the ho were merrily smearing on each other, in preparation for their participation in the "Bake Off" tv programme.

Plod has not been seen on screen since the incident with the Welsh rabbit that Glady's was about to do a Ronnie Pickering on, but instead she decided to wait for Plod to return from his covert liaison with her at no 29. Instead, however, she put on her comfy bunny slippers, opened a family packet of Haribos and signed on to her Tinder account; she thought wistfully, Plod can go and while he's gone maybe she can persuade the dwarf and the ho to help her to re-enact the last episode, this time without the police intervention and subsequent high speed car chase scenes.

She knew the ho was an excellent driver, but it was somewhat unnerving going at 120 km/h in that dinky little mini coupe through all those tunnels trying to simultaneously stop the dwarf from mooning at the nuns and navigating the way through the approaching Magic Roundabout at Swindon which was curiously surrounded by police cars manned by Plod look-a-likes. Meanwhile the dwarf was in the back of the car doing a fairly good tango with Bernadette Bernadotte of Bern.

The ho turned to Plod and said: "I think I've told you before, I really have a doctorate in the quantum properties of rare earth elements at micro-Kelvin temperatures. I'm ho-ing in my spare time to finance the research, you have no idea how niggardly they are with funding."

"Do you think I really enjoy the pole dancing? Of course I do, it's a great way to keep fit and be paid for it. And I get away from that stuffy lab and meet some interesting people, have a bit of fun and make some money. What's not to like about it?"

Then she became busy with some tricky driving in the round-about and Plod...

(to be continued...)
7/8

Tubos de origami podem ter uso como antenas e estruturas.




A antiga arte de dobras de papel, origami, pode em breve ser a base de antenas auto-reconfiguráveis, dispositivos microfluídicos cujas características se alteram durante a operação – até dutos de ar condicionado e aquecimento que se ajustam com  a demanda.

Estas aplicações serão o resultado de tubos origami desenvolvido por pesquisadores de três instituições, incluindo Georgia Institute of Technology. Pelas alterações das dobras do papel o mesmo tubo pode ter seis ou mais configurações. No momento as alterações são manuais, no futuro atuadores magnéticos ou elétricos seriam usados em aplicações reais.

Os tubos podem ser achatados para transporte e fabricados em tamanhos desde nanoescala até estruturas arquitetônicas. Pela aplicação da teoria matemática das dobras os pesquisadores podem criar tubos com as características necessárias para engenharia elétrica, engenharia civil, e outros. Os tubos usam o padrão Miura-ori, um dos muitos utilizados em origami.

“Desenvolvemos um novo tipo de tubo origami reconfigurável para muitos perfis diferentes,” diz Glaucio Paulino, professor na School of Civil and Environmental Engineering do Georgia Institute of Technology. “Também desenvolvemos uma teoria matemática que nos ajuda a desenhar os tubos e prever como podem ser reconfigurados ou reprogramados.”

A pesquisa teve apoio da National Science Foundation e publicada em 27 de janeiro 2016 na revista Proceedings of the Royal Society. Com Paulino, a equipe foi composta por Evgueni Filipov, graduado na University of Illinois na Urbana-Champaign e professor Tomohiro Tachi da universidade de Tóquio.

A fabricação inicia criando cortes no papel em um dispositivo semelhante a uma impressora. Um cortador especial é guiado pelo programa de computador para criar cortes parciais no papel grosso, controlando a velocidade e força do cortador. Os cortes facilitam dobrar e colar as partes dos tubos, que podem ser achatados e depois expandidos.

A inovação da equipe foi criar dobras com duas opções. Uma dobra pode criar uma seção saindo do tubo, como uma colina, ou pode criar uma vale no tubo. Estas variações permitem a seleção das várias configurações, cada uma gerando um perfil diferente.

“O perfil de cada seção é diferente, a área do tubo é diferente e as propriedades do tubo são diferentes,” diz Paulino. “A possibilidade de criar perfis diferentes é crítica, especialmente no caso de aplicações multi-físicas tais como origami desdobrável em conjunto com materiais responsivos.”

Entre as aplicações em potencial são tubos reconfiguráveis que podem conduzir energia eletromagnética funcionando como antenas. Dobras diferentes permitiriam o funcionamento em diversas frequências, interessante para aplicações comerciais e militares.

“A antena do seu telefone foi projetada para operar numa frequência especifica,” Paulino explica. “Se desejasse operar numa outra frequência teria que usar outra antena. Tendo a capacidade de reconfigurar teríamos a mesma antena origami funcionando em várias frequencias.”

Outras aplicações seriam desde diminutos tubos microfluídicos conduzindo líquidos, até aplicações em escala de engenharia e arquitetura em dutos e tubulações, e mesmo estruturas de sombra para edifícios durante a estação quente do ano.

Mesmo sendo de papel, os tubos origami podem ser bem resistentes suportando cargas pesadas, sendo facilmente dobráveis quando não em uso. Na prática, os tubos seriam feitos com polímeros flexíveis ou outros materiais.

Estruturas origami são antigas, o que Paulino e seus colaboradores contribuíram é a teoria e compreensão matemática permitindo uma abordagem de engenharia para o desenvolvimento das novas configurações dos tubos.

“Com a teoria matemática completa podemos prever quantos perfis cada tubo permite. Essa teoria é bem potente, temos a matemática, a teoria e os protótipos para demonstrar as ideias. Podemos programar esses tubos poligonais para criar praticamente qualquer formato.”

Futuramente Paulino e seus colaboradores pretendem criar um mecanismo atuador para reerguer os tubos conforme necessidade. O sistema poderia operar por estruturas magnéticas ou eletrônicas.

“Estamos trabalhando para juntar a capacidade de reconfiguração com uma função programável para ativar as dobras remotamente, assim poderíamos alterar as configurações à vontade.”

Em setembro de 2015 a mesma equipe relatou a criação de um tubo origami “zíper”, com estruturas em papel rígidos o bastante para suportar peso e ao mesmo tempo podendo ser achatados para fácil transporte. O método pode se aplicar a qualquer tipo de material plano, como plásticos e metais, transformando estruturas desde mobília e construções até microrrobôs.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Preto Pedante

Veja no Youtube

PRETO PEDANTE

Você me chamou de preto pedante
para desfazer da cor
não sabes que eu tenho orgulho
do que você tem horror
vale mais o meu cartaz
que é tudo que você tem
motivo de ser da cor
nunca desonrou ningém
se você pensa que é branca
mulatinha tola
é o que você é
esta pele amarelada
eu trago na sola do pé

Mas você me chamou de preto pedante
...

domingo, 17 de janeiro de 2016

The Ongoing Saga of Gladys and Plod, part 3.

untipped woodbine at sixpence for twenty, however, suddenly the postman appeared, bringing an enormous package addressed to Plod. Upon opening he blushed deeply and tried to prevent Gladys from seeing the extruded polyethylene.

"Is that a new truncheon, or are you just pleased to see me?" said Gladys, slipping her burka off and peeling open a grape. Plod hesitated, he had heard that tone from Gladys before and he knew that it meant one thing, she'd soon go into a housecleaning frenzy, turning everything upside down and leaving him without his adult magazines or, God forbid, his favourite jar of peanut butter. Why had he not listened to his old Latin teacher who had told him that in situations like this it was always best to do as Caesar did, id est adsum iam forte washed down with a large mug of tea, presumably.

However, thinking like lightning and desperate to avoid housework, he announced to Gladys he was going to treat her to a slap up meal at Leicester Forest East services but Gladys took her battered copy of Tatler Restaurant Guide 2015 from her handbag and said "to hell with that, I fancy some experimental cuisine, you can take me to Fera in Mayfair, Tatler says they do a houching Cornish lobster with dittander and for afters I'd like a jolly good stiff chota peg and a couple of hours with those two volumes of Proust and a plate of madeleines in the twilight of the car park. However,  Plod had other ideas, throwing open his portmanteau he revealed his secret weapon, a 14 inch piece of twine, to be used when the bloody car wouldn't start and he'd lost the address of the Baroness who had invited him up for a "cocktail".

"I'll bring the tail", she winked, it was something in her eye, damn those 50p contact lenses, packet of 10 with every 20 litres of super go faster unleaded, she should have gone for the Thermos flask and USB hairbrush ice-scraper; anyway it was getting late and she couldn't shake the words of the 3 amigos: "whatever happens". Not so fast said Plod, tossing his package on the bonnet of the Quattro, I wondered why this rucksack was curiously heavy, that cloven footed creature has taken residence in it, complete with kitchen, satellite dish and 58 inch telly. Turning it upside down, out dropped the missing velvet pouch containing the pair of Night vision goggles that Plod had mislaid in the bushes whilst looking for his night vision goggles and yet he hesitated, unable to fulfil his promise to demonstrate his oscillating vacillations, would he, could he; if only he hadn't bought that crocodile; he resolved to ask Gladys that very night if she would return from Basingstoke where she had been exercising her willpower to convince the ho that they really needed to visit Bernadette Bernadotte of Bern instead of the regular annual allotment holders bus trip around the turnpike, where there were a lot of lunatics, crazy lunatics who didn't like the shape of things to come.

"Now look here", the ho glowered at Gladys and Plod, "this thing keeps falling off the edge, could I please ask you to pay more attention"? Plod, red in face, looked at the moon and howled. It was a howl that Gladys had heard before, at the dwarf tossing contest.

It had been raining that night just as they got to Soho, looking for the place called the height of depravity by the vicar of Wolverhampton in his annual sermon on the night of Halloween calling all to repent and to...

(to be continued)
5/6

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

The Ongoing Saga of Gladys and Plod, part 2.

perform the spiritual spring dance that Bernadette had that evening demonstrated, only this time he replaced the high kick with an extended arabesque and wholly inappropriate series of grand battements. While spinning like a dervish in the lounge Plod couldn't help but notice the three musketeers in the bar having a glass of wine.

"How odd" he thought, "they're not supposed to be here until Tuesday". There was only one thing to do. Performing a swift entrechat he then opened the calendar and set it to Tuesday. This,of course, was likely to upset the Royal Astronomer, but in the wider view it mattered not one jot. He was aware that the Gregorian calendar adopted in 1582 was in fact in error. The effect of the temporal offset of 0.002% against the Julian calendar to regularise the date of Easter had in fact been eroded, largely due the chancellor's recent austerity measures.

In effect, last Thursday had been cancelled and the extra leap seconds accumulated since 1582 meant that today was indeed Tuesday. Feeling rather self assured he approached the first of the three amigos and with a swift double Smirnoff he jumped in the taxi, "quickly, to the nearest eyewear emporium, I need to restore the plaquette before meeting the marchioness for a spot of dwarf tossing at the Dog and Duck in the Old Kent Road, followed by cheese rolling down the hill, some Morris dancing and then back to Gladys, who by this time has her version of events concerning the three amigos"...

Not in my lifetime pal, she said, swigging back the bitter tears of the dusky memories that had plagued her all her life. Why are men all unable to put the seat down, she sniffed "I don't need to put up with this, I have a cycling proficiency certificate and my Tuffty Club membership is still valid", she though to herself, but the sudden ban from PPRuNe was still uppermost in her mind so she decided now was her chance to take revenge so armed with nothing more than her trusty router and peanut butter sandwich, she plugged in the sandwich (which really was a disguise for her tablet) and hacked into Nigeria Central Bank.

By candle light she started to type: " Dear Sirs, I am well pleased to tell you yous has won a fountain pen and a lifelong subscription to "The Journal of Black Country Blues and Dixieland Jazz". To recieve this excellent offer all you need to do is send us your credit card details". After sending it off, she set off with a spade and the family bucket in the direction of the local NHS Care in the Community centre, where being met by a lady in a white coat, asked for directions to the beach, she needed some sand for building a new health centre in Castle design to fit in culturally with the area and also to attend to the matter of her lapsed ASBO for interfering with postal ballot papers for the election of the Grand Poobha at the White Chapel Masonic Lodge, the prospective candidate being a former teddy bear manufacturer, a distant relative to Plod.

Due to this Plod had always harboured ideas of an inheritance, he fancied himself as a teddy bear magnate, mixing with the good and great of Little Snorkeling on the Wold. If only his old schoolmaster had not turned him off Latin, how different things could have turned out.

It was here the tale took an unexpected turn, arriving from Milton Keynes without warning, his former camel wrestling tutor, who, whip in hand and camel in tow, said hey babe, take a walk on the boardwalk, the council only recently relaid new teak planks.

 In the meanwhile, Gladys and her new partner Irmintrude began to sew 10 thousand sequins onto her ballgown for the final of Strictly Come Sequin-sewing, very popular with the over 80's, who miss Black and White TV with the commentary of the colours of the outfits and the quality of...

 (to be continued...)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

The Ongoing Saga of Gladys and Plod, part 1.

As Plod wandered into the new house with Gladys in tow, he noted that there was a cloven hoof showing from under the table. Lifting the table cloth he saw that the cat may have bitten off more than it could chew, so without a second though for his personal safety, thinking to himself "she's followed me here, how do I explain this?", he grabbed the hoof and dragged the owner of same out into the light.

It turned out to be none less than what he had always imagined it would be. "Darling," he gasped, " I thought you had eaten enough at the restaurant, three lamb bhunas", and then noticed the menu was written in Cyrillic, indicating that his earlier assumption had been correct, this was no place to start with a dainty little entree.

So without pausing to rinse his mouth, he immediately put the cloven-hoofed creature on its feet, and exclaimed "Godfrey, bring me the fish platter and mother's old stockings, I need to explain the birds and the bees to Jeremy", who was extracting himself from beneath the giant creature's wingspan where, upon seizing a spray can of monster deoderant Gladys sprayed Plod, shrieking "I have urgent business to the South, stand aside Plod, this game is a bogey", and with that she mounted the broom and disappeared into the overcast yonder. Plod, covered in sticky deodorant and wondering if brooms could be flown IMC, was left to deal with Detective chief inspector Charles Barlow who flourished an international restraining order in the name of Winnie the Pooh for the well documented embarrassing incident on the Orient Express.

Barlow had always thought that the bear had been set up as a patsy, as far as he was concerned it was the donkey that should have taken the fall. However, the bear would never board a train without first checking that piglet was tooled up and Owl covered the dame. However, on that particular evening, on that particular train, the dame was not convinced, having travelled to Liepzig with Easyjet in order to have a quiet meeting with Gladys and the ho, to decide whether Bernadette Bernadotte of Bern should be invited to the forthcoming party because all the Hobbits would be there to celebrate Bilbo's birthday and Bernadette was the only Orc to escape from the fires of Mount Doom to join the fellowship. Besides, it was Bernadette's turn to perform the ritual spring dance, a spectacle you really didn't want to observe.

Meanwhile, back at Braintree Plod was inserting his 16 digit pin code in the infernal sky box, he wasn't much in the mood for eating anymore, and since the cat had ran off with the cloven footed creature to be buried in the garden, he though he would retire to the lounge with his old friend Jack Daniels to watch Rocky V. At that precise moment, or somewhere thereabouts, the incident with Marion came back to haunt him so he had to...

(To be continued)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Qual a diferença entre trabalho e energia potencial?

O princípio do trabalho - energia é um dos conceitos fundamentais na introdução à física. É tão importante que nos livros pode acabar meio confuso, mas não precisa ser assim.

Como os livros introduzem o princípio trabalho - energia?

Não verifiquei todos os livros todos os livros introdutórios, mas todos parecem seguir um mesmo roteiro. Falar nisso, esse artigo é baseado em álgebra, isso quer dizer, nada de integração nem de produtos vetoriais.

Geralmente é assim:

Conservação de energia: Muitos textos começam com afirmação de que "a energia não pode ser criada nem destruída".


Tipos de energia
Definição de trabalho. O trabalho é definido como a propriedade de transformar energia. Sei que parece estranho, mas muitos livros usam essa definição circular. Em seguida definem o trabalho de uma maneira ou outra. Geralmente algo desse tipo:

Só para informar, é uma excelente definição de trabalho.

Trabalho não conservador. Essa é a abordagem que a maioria dos livros tentam ensinar. É sua versão do princípio trabalho-energia.

Trabalho não conservador é aquele que depende do caminho. Trabalho conservador independe do caminho. Um bom exemplo de trabalho não conservador é aquele realizado pelo atrito. Suponha empurrar um bloco pelos caminhos do ponto A ao ponto B.


O trabalho realizado ao longo do caminho 2 vai ser maior do que pelo caminho 1. No entanto, se o trabalho fosse realizado pela gravidade (sem atrito) ele dependeria apenas dos pontos de início e fim. A gravidade é conservadora, atrito é não conservador. O que isso importa? Bem, é que pode ser mostrado que com qualquer força conservadora (gravidade, molas, eletrostática) pode-se criar trabalho em potencial em vez de "realizado por".

Casos especiais. E os casos especiais onde o trabalho (não conservador) é zero? Nesses casos dizemos que a energia é constante. Escolha quaisquer dois pontos no espaço e a afirmação abaixo será verdadeira:
Isso não está errado, mas se aplica apenas para o caso especial onde o trabalho é zero.

Uma abordagem diferente.

Por que uma outra abordagem? É porque eu acho a abordagem acima um tanto desconexa e confusa. Vou mostrar como apresento nas aulas, mas primeiro um par de observações. Meu ponto de vista é de boa parte influenciado pelo livro Matters and Interactions (que acho excelente). Dois, pode criar um problema quando sua abordagem não coincide com o livro.

O que é energia? A energia é apenas uma maneira de enxergar o mundo. O princípio trabalho-energia é uma ferramenta matemática que serve muito bem para prever e explicar fenômenos do mundo real. E só. O princípio trabalho-energia simplesmente funciona.

A versão mais simples do princípio trabalho-energia se aplica a uma partícula singular. A definição acima ainda é válida, mas no caso de uma partícula o princío é:

É isso, uma partícula só pode ter energia cinética. Nota: no livro Matter and Interactions isto seria W=ΔE onde E é a energia da partícula.

É tudo uma questão do sistema. Se deseja energia potencial é preciso usar um sistema que inclui mais que uma massa. Consideremos uma bola em repouso perto da superfície terrestre caindo uma distância h.


Usando um sistema incluindo apenas a bola (que aproxima a uma massa singular), posso observar o trabalho realizado na bola enquanto está caindo. Que forças atuam na bola? Só a gravidade (mg). Como a força da gravidade está na mesma direção do deslocamento, o ângulo entre os dois é zero. Posso então escrever:
Disto pode derivar a velocidade na posição inferior. Bem fácil.

E se eu mudar i sistema de forma a incluir a bola E a terra? Nesse caso posso subtrair o trabalho realizado pela gravidade dos dois lados da equação. Isso daria:

Algebraicamente, essa é a mesma equação de antes. No entanto, ela diz que nenhum trabalho é realizado no sistema, e em vez disso temos uma alteração na energia potencial (U). A mudança na energia potencial então fica definida como o negativo do trabalho realizado pela força. Tecnicamente, essa é a energia potencial gravitacional do sistema bola-terra. No final, acabaria com a mesma expressão de antes (com o sistema da partícula singular).

Mas cuidado. Não pode realizar trabalho tanto pela gravidade como pela mudança na energia potencial. Tem que ser um ou o outro.

Significa que o passo mais importante na solução de problemas envolvendo trabalho e energia é a escolha do sistema. Para forças internas (como a gravidade), sempre terá um termo de energia potencial.

E quanto a casos especiais de conservação de energia? Podem muitas vezes ser úteis, mas é preciso lembrar que são casos especiais.

Resumo:

Lendo esse post, noto que que pareço o sujeito de Spinal Tap argumentando que seu amplificador é melhor porque o volume marca até 11. Pareço estar dizendo a mesma coisa dos livros, mas vou destacar os pontos principais:

Se está se envolvendo com trabalho sem um sistema, perdeu alguma coisa.
Pode resolver quase todos os problemas na física introdutória usando uma partícula pontual como sistema e deixar todas as forças nessa partícula realizar trabalho. Não precisa nem energia potencial.
Se está usando energia constante, tome cuidado. É verdadeira em apenas alguns casos.

Artigo original em: http://www.wired.com/2014/07/whats-the-difference-between-work-and-potential-energy/

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O tradutor é técnico em eletrônica, tendo trabalhado com instrumentação industrial, automação e controle de processo, programação de computador e supervisão de equipe de montagem. Fora o português tem fluência total em inglês e sueco. Faz traduções técnicas desde 2005.

Informações de contato se localizam em
http://www.hotfrog.com.br/Empresas/Tradutor-Guaiba e
http://guaiba.olx.com.br/traducoes-ingles-portugues-e-sueco-iid-617619640

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Trinca de buracos negros podem dar pistas na busca de ondas gravitacionais.

 A descoberta de três buracos negros supermassivos em órbitas próximas a mais de quatro bilhões de anos-luz da terra pode ajudar astrônomos na busca de ondas gravitacionais; as ondulações no espaço-tempo previstas por Einstein.

Um grupo internacional, incluindo cientistas da universidade de Oxford, liderados por Dr. Roger Deane da universidade de Cape Town, examinaram seis sistemas com possibilidade de serem compostos de dois buracos negros supermassivos.

O grupo descobriu que um desses sistemas tem três buracos negros supermassivos - a trinca de buracos negros mais compacta descoberta nessa distância - com dois deles orbitando como estrelas binárias. A descoberta sugere que esses sistemas compactos podem ser mais comuns que se imaginava.

Um relatório da pesquisa está publicada na revista Nature.

Dr. Roger Deane da universidade de Cape Town comentou: "O mais extraordinário, para mim, é o fato desses buracos negros, no extremo da teoria geral da relatividade de Einstein, circulam um ao redor do outro a uma velocidade 300 vezes maior que a velocidade do som na terra.

Além disso, combinando os sinais de radio-telescópios em quatro continentes podemos observar esse sistema exótico a um terço do fim do universo. Me empolga que isso é apenas o começo de uma longa lista de descobertas que esperamos fazer com o Square Kilometre Array (SKA) (Conjunto de radiotelescópios em fase)."

Professor Matt Jarvis do departamento de física da universidade de Oxford, co-autor do relatório, comentou: "A teoria geral da relatividade prevê que buracos negros se fundindo irradiem ondas gravitacionais, e nesse caso temos detectado três buracos negros em órbitas tão próximas que possam ser antes de colidirem e se fundirem.

É encorajante a noção que podemos encontrar mais dessas fontes de ondas gravitacionais, e saber de onde emanam esses sinais nos ajudará a detetar as 'ondulações' no espaço-tempo quando distorcem o universo."

O grupo usou uma técnica conhecida como Very Long Baseline Interferometry (VLBI) (Interferometria com base extremamente longa) para descobrir os dois buracos negros interiores. É uma técnica de combinar os sinais de grandes readiotelescópios com separações de até 10.000 km, possibilitando a onservação de detalhes com 50 vezes mais nitidez que o telescópio espacial Hubble.

A descoberta foi feita com a rede VLBI européu, um conjunto de antenas européias, chinesas, russas e sul-africanas, mais o observatório Arecibo de 305 metros em Puerto Rico. No futuro espera-se que telescópios tipo SKA sejam capazes de detetar as ondas gravitacionais desses sistemas de buracos negros na medida que suas órbitas encolhem.

No momento sabe-se muito pouco sobre os sistemas de buracos negros tão compactos que emitem ondas gravitacionais. Comenta professor Jarvis: "A descoberta sugere não só que pares de buracos negros emitindo ondas de rádio sejam mais comuns que se pensava, mas também prevê que radiotescópios como MeerKAT e o African VLBI Network (AVN) (Rede sul-africano VLBI) podem contribuir e auxiliar na deteção e estudo dos sinais das ondas gravitacionais. Mais adiante no futuro o SKA nos permitirá descobrir e estudar esses sistemas em detalhes extraordinários e nos fornecer uma maior compreensão de como os buracos negros moldam as galáxias ao longo da história do universo."

Dr Keith Grainge da universidade de Manchester, outro autor do relatório, comenta: "Essa descoberta impressionante mostra bem o poder da técnica do VLBI, cuja nitidez extraordinária cria uma visão bem ao fundo das galáxias distantes. O observatório da próxima geração, o SKA, está sendo projetado tendo as capacidades de VLBI bem em mente."

Mesmo que a técnica de VLBI foi essencial para descobrir os dois buracos negros interiores, o grupo também mostrou que a presença de buracos binários pode ser revelada em observações de grande escala.

A movimentação do buraco negro influencia a forma dos seus jatos, torcendo-os em formato helicoidal. Mesmo que os buracos estejam tão próximos que os telescópios não os separem, os jatos espiralados são indicadores, como tochas marcando sua localização no mar. Isso pode deixar os futuros telescópios como MeerKAT e SKA com uma maior eficiência na descoberta de buracos negros binários.

Artigo original:
Black hole trio holds promise for gravity wave hunt
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O tradutor é técnico em eletrônica, tendo trabalhado com instrumentação industrial, automação e controle de processo, programação de computador e supervisão de equipe de montagem. Fora o português tem fluência total em inglês e sueco. Faz traduções técnicas desde 2005.

Informações de contato se localizam em
http://www.hotfrog.com.br/Empresas/Tradutor-Guaiba e
http://guaiba.olx.com.br/traducoes-ingles-portugues-e-sueco-iid-617619640

segunda-feira, 30 de junho de 2014

 Novo modelo da NASA revela o mundo invisível dos asteróides eletrificados.

O espaço parece vazio, um vácuo silencioso, mas não é totalmente vazio. Ocorrem atividades elétricas invisíveis ao olho nu. Como a NASA está planejando enviar humanos a um asteróide precisa saber mais sobre o ambiente elétrico que os exploradores possam encontrar.

O vento solar soprando da superfície do sol a mais de um milhão de quilômetros por hora envolve todos os objetos do sistema solar, formando redemoinhos e vórtices no seu caminho. Campos magnéticos deslocados pelo vento solar torcem, dobram e quebram ao colidir com os campos de outros objetos do sistema solar, acelerando partículas a mais de um milhão de quilômetros por hora, gerando correntes elétricas em tempestades magnéticas que, ao redor da terra, podem danificar tecnologias vulneráveis, como satélites e redes de distribuição de energia.

Em objetos sem atmosfera, tais como luas e asteróides, a luz solar ejeta elétrons da matéria, criando uma carga positiva forte em áreas iluminadas pelo sol. O vento solar é um gás condutivo conhecido como plasma, onde a matéria está separada em elétrons, relativamente leves, e íons positivos milhares de vezes mais pesados. Enquanto as áreas iluminadas podem acumular uma carga positiva, as áreas na sombra recebem uma carga negativa quando os elétrons do vento solar as atingem na frente dos íons mais pesados para preencher os vazios criados pelo vento solar.

A terra está protegida dos efeitos diretos dessas atividades pelo seu campo magnético, mas objetos sem atmosfera nem campos repelentes, tais como asteróides pequenos, não têm nenhuma proteção.

Pesquisadores financiados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais Virtuais (SSERVI) desenvolveram um modelo de computador capaz de prever e visualizar a interação entre o vento solar, a radiação solar e a superfície de asteróides em detalhes em precedentes.

"Nosso modelo é o primeiro a fornecer vistas bidimensionais detalhadas da interação complexa entre a atividade solar e objetos pequenos, como asteróides, usando uma técnica computacional adaptativa que torna essas simulações muito eficientes," informa Michael Zimmerman, líder do projeto no Laboratório de Física Aplicada na universidade John Hopkins em Laurel, Maryland.

De acordo com Zimmerman, os modelos anteriores, baseados em grade, são menos eficientes por dedicar recursos computacionais por igual em todas as áreas. O novo modelo "em árvore" se adapta continuamente ao fluxo do plasma, aplicando mais recursos a áreas com muita atividade complexa, deixando menos para as áreas mais simples.

"Nosso modelo calcula a interação asteróide-atividade solar em alguns dias, " diz Zimmerman. "Para fazer o mesmo cálculo em grade com a mesma resolução precisaria algumas semanas ou um supercomputador." Zimmerman é o autor principal da pesquisa disponível on-line na revista Icarus desde 4 de abril 2014.

Zimmerman e seu grupo pretendem aplicar o modelo para verificar se a atividade elétrica ao redor de asteróides apresenta riscos para exploradores humanos.

"Por exemplo, conhecendo o ambiente elétrico ao redor do asteróide pode localizar pontos onde os astronautas podem fazer o contato inicial com o objeto em segurança," diz o co-autor William Farrell do Centro Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland.

"Se um astronauta está ligado à espaçonave na luz solar e com cargas positivas toca na superfície do asteróide carregada negativamente, pode ocorrer uma corrente inesperada entre os dois objetos no momento do contato. Sem esse modelo não temos como especular sobre a natureza da corrente."

O modelo também serve para prever a interação entre o asteróide e a espaçonave. "Um dos motivos para visitar asteróides é porque são restos relativamente intocados da formação do sistema solar, capazes de fornecer informações sobre a formação dos planetas e a origem da vida", diz Farrell.

"No entanto, espaçonaves emanam gases, como a água, que ionizam, e esses íons podem contaminar a superfície do asteróide que queremos pesquisar. O novo modelo de asteróide nos permite estimar o grau de absorção de íons e contaminação sobre diversas regiões."

Farrell é o investigador principal de um dos nove grupos da SSERVI, conhecido como Dynamic Response of the Environment at Asteroids, the Moon, and moons of Mars (DREAM2), que financiou parte do desenvolvimento do modelo.

O modelo revela que o vento solar ao redor de um asteróide pequeno exibe alguns fenômenos já observados diretamente na superfície lunar, confirmando a confiança dos resultados. Por exemplo, se forma uma nuvem de elétrons bem definida sobre a superfície iluminada, e uma onda supersônica de baixa densidade por trás do objeto. Como em todo modelo computacional, isso tem que ser confirmado por medições reais em futuras missões aos asteróides.

"Nos nossos planos está expandir o modelo a previsões e visualizações em três dimensões, e acrescentar a simulação de infraestrutura de exploração condutiva e os efeitos de campos magnéticos," diz Zimmerman.

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O tradutor é técnico em eletrônica, tendo trabalhado com instrumentação industrial, automação e controle de processo, programação de computador e supervisão de equipe de montagem. Fora o português tem fluência total em inglês e sueco. Faz traduções técnicas desde 2005.

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sábado, 28 de junho de 2014

NASA cria animações do vapor de água atmosférico


Saber onde o vapor de água se encontra na atmosfera é um dos muitos fatores usados na previsão do tempo. O projeto GOES da NASA/NOAA acaba de criar duas novas animações baseadas em dados de satélite para visualizar o movimento da umidade sobre o atlántico e o pacífico leste.

Observações do NOAA GOES medem a temperatura do ar em Kelvin nas diversas camadas da atmosfera.

"As faixas de temperatura são colorizadas nas animações, a cor magenta indica onde ar limpo e seco penetra mais baixo na atmosfera," diz Dennis Chesters, o cientista de vôos do projeto do programa NASA/NOAA GOES no Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland. "Essas animações seguem os ventos secos em altitudes médios que de outras maneiras não seriam visíveis aos meteorologistas."

As animações também fornecem informações dos ventos em regiões sem nuvens que podem se utilizados por pilotos e para melhorar as previsões meteorológicas em longo prazo. É criada uma imagem cada três horas a partir de varreduras do disco inteiro dos cinco dias anteriores.

Os meteorologistas usam imagens do vapor de água para analisar a localização e movimentação da umidade nas camadas médias e altas da atmosfera. Os instrumentos de satélite tais como os do GOES detetam vapor de água pelo espectro infravermelho nos comprimentos de onda entre 6,7 e 7,3 micrômetros. O vapor de água visto nessas faixas de infravermelho se encontra nas camadas altas e médias da troposfera, onde os ventos são dominados por massas de ar de grande volume.

Chesters criou as animações a partir de dados dos dois satélites GOES para criar animações do vapor de água sobre o atlântico e o pacífico leste. As animações são criadas usando os dados do GOES na faixa de 6,7 mícrons. Chesters ressalta que em 6,7 mícrons se enxerga apenas até a metade superior da atmosfera, aproximadamente a altitude onde voam os aviões comerciais.

Os satélites GOES-East (GOES-13) e GOES-West (GOES-15) estão em órbitas fixas sobre a terra, com uma separação de 60 graus, e fornecem imagens dos sistemas atmosféricos sobre o atlântico e do pacífico.

Os satélites GOES colhem imagens de disco inteiro de um lado da terra nas direções leste e oeste das Américas a cada três horas, produzindo oito visualizações diárias das nuvens do hemisférios oeste. Sobreposta a mapas, a série temporal fornece uma visão do tempo em larga escala. Na ausência de nuvens usa o canal de vapor de água para rastrear os ventos na alta atmosfera.

Em regiões com ar seco as cores aparecem mais quentes e brilhantes por causa da penetração maior na atmosfera. As beiras dessas regiões mais secas frequentemente contêm as correntes de jato e turbulência entre as massas de ar. Identificar as correntes de jato é de importância para a aviação comercial.

As correntes de jato podem tanto ser úteis como detrimentais para os pilotos, a aviação usa essas imagens para ajustar as rotas de vôo. As correntes de jato são correntes de ar horizontais ou tubulares em grande velocidade geralmente se movimentando de oeste para leste.

Os aviões se aproveitam voando a favor da corrente recebendo uma ajuda. Voando na direção contrária gasta mais combustível, demora mais e pode ser turbulento.

Outro benefício das animações é que servem para rastrear os ventos da atmosfera média sobre os oceanos, onde não é possível usar sondas em balões. "Em consequencia, os 'ventos de vapor' globais são estimados pela movimentação dessas características e utilizados nos modelos numéricos do clima para melhorar as previsões de longo prazo," diz Chesters.

"Por exemplo, a região seca entre Hawaii e o sul da Califórnia ocasionalmente forma um redemoinho que entra sobre o continente e pegaria de surpresa os EUA de sudoeste se não fosse pelo GOES-West o ter detetado."

Para ver as animações do GOES visite a página de NASA/GOES e clique em "Upper-air water vapor movie" (Animação do vapor atmosférico). As animações podem ser baixadas, e são atualizadas a cada hora.

NOAA gerencia o programa GOES, estabelecendo reqerimentos, financia e distribui dados de satélite ambientais para os Estados unidos. NASA Goddard solicita e gerencia o projeto, desenvolvimento e lançamento dos satélites da NOAA em regime de reembolso de custos.

As animações podem ser vistas em: http://goes.gsfc.nasa.gov/goescolor/goeswest/overview2/movie/watervapor_overviewwest.gif

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

 Medições de baixo ruído, parte 2.
Bob Pease foi um dos grandes gênios da eletrônica analógica. A seguir minha tradução da segunda parte do seu artigo sobre medições de ruído de pouca intensidade.

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Para contornar o problema com o circuito na coluna anterior, decidi fazer meu próprio testador de ruído na corrente das bases dos transistores. Para começar fiz um esquemático (na figura). Eu o mostrei para várias pessoas. Uma pessoa percebeu que estava violando os limites de modo comum do LM627. Agradeci e acrescentei um par de 1N914 para limitar o modo comum para dentro dos limites. Eu podia ter dito que foi de propósito para ver se alguém estava prestando atenção, mas achei que não estava na hora certa para essas brincadeiras.

Teve gente perguntando se eu não ia alimentar com baterias. "Para medir baixo ruído precisa de alimentação de baixo ruído, certo?" A resposta é não. As fontes modernas são bem quietas e o amplificador (Q1A e Q1B) equilibrado (diferencial) não precisa mais que isso. Fora isso, tem uma excelente rejeição a variações na alimentação.

Daí perguntaram se ia montar numa caixa grande blindada? Não tem necessidade. De fato, eu geralmente uso ele aberto e sem cobertura na bancada.

Normalmente preciso desligar o ferro de soldar para um resultado razoável. Também preciso afastar vários instrumentos cujas fontes irradiam ruído por todo lugar. A primeira coisa a fazer foi colar uma nota avisando para monitorar a saída. Isso porque se a saída saturar no barramento não se deve confiar nas medições. A ressalva seguinte foi de que a resposta em frequencia é indeterminada e depende do layout, mesmo uma fração de pF pode prejudicar o funcionamento.

Nos o energizamos e ele deu medições bem razoáveis. Vimos que o ruído na corrente das bases estava no limite do valor teórico, pelo menos acima de 100 Hz. Estivemos muito ocupados para gastar tempo em fazer o analisador de espectro funcionar em 10 Hz, isso vai ter que esperar. Depois verificamos nas freqüências mais altas. Eu fiz um capacitor de realimentação com uns 5 cm de par trançado (cerca de 2 pF) e fui destorcendo aos poucos.

Na medida que a capacitância diminuía, a resposta foi para mais de 10 kHz, depois para 20 kHz. Isso faz o capacitor ter menos de 1/3 de pF. Fizemos isso usando 3 resistores de 3,32 MΩ em série, para que suas capacitâncias parasitas estivessem em série, e portanto reduzidas. Fora isso, nos fizemos partições com placas de circuito impresso para impedir as capacitâncias parasitas entre entrada e saída. A saída não tem nem visada para a entrada. Para conetar um capacitor de 0,5 pF entre entrada e saída é preciso que ele passe por cima de uma das partições.

Ainda não usamos o resistor de 50 MΩ (feito com 5 resistores de 10 MΩ em série), mas ele vai nos dar uma boa resolução quando os transistores operam com 4 a 12 µA no emissor. Note que esse circuito é em boa parte igual ao que usamos para medir a corrente de base (corrente de polarização) de um amplificador operacional. Mas quando se faz isso fica bem difícil conseguir menos de 0,5 pF entre entrada e saída, por causa da capacitância parasita do soquete, particularmente se usar operacionais duplos ou quádruplos.

Com o operacional pode ser necessário fazer as medições com um dos pinos fora do soquete. Em produção, desenhe o circuito impresso com guardas entre os pinos. Veja a folha do LMC660 para informações sobre técnicas de guarda.

Assim foi confirmado que é possível fazer medições de baixo ruído. Com algum cuidado pode construir um circuito simples usando blindagem moderada. E pode facilmente verificar se tem ruídos de 60 Hz, 120 Hz ou 5 MHz entrando no circuito.

Uma coisa é certa, não se pode confiar cegamente, é preciso estar sempre pensando no que está fazendo. Pelo menos confirmamos que os transistores eram realmente de baixo ruído. A maioria estava perto do limite inferior do ruído medível, com muito poucos mais ruidosos que a maioria.

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

 Medições de baixo ruído, parte 1.


Bob Pease foi um dos génios da eletrônica analógica. A seguir a tradução da primeira parte de um artigo seu sobre a medição de ruído. O artigo original se encontra em http://electronicdesign.com/analog/what-s-all-noise-stuff-anyhow-part-1.

Recentemente me convidaram para uma reunião para ver os resultados do projeto de um novo transistor, de alta performance e baixo ruído. Vi o relatório técnico. Os novos transistores eram mesmo bem menos ruidosos que os antigos. De fato, seu ruído era de duas a três ordens de magnitude menor que os convencionais. Achei suspeito. Como mediram isso? Ah, aqui está o circuíto na figura ao lado.

Perguntei se os betas (ganho de corrente) eram baixos ou altos? Me informaram que eram relativamente baixos, mas seriam aumentados mais tarde. Expliquei que com betas baixos, se as correntes de base não estiverem muito bem equilibradas, a saída do circuito de teste pode saturar num dos barramentos + ou -. Naturalmente, nesse caso o ruído aparenta ser muito baixo.

Quando o circuito funciona bem, o ruído em corrente é amplificado por uma resistência grande: 1 MΩ * (N+1) onde N é o ganho em malha fechada (RF/R1). Assim, a saída é (1 + I_ruído de Q1A) + (I_ruído de Q1B) * 1000 MΩ. No entanto, a corrente de desequilibrio (I+) - (I-) tambem vai ser amplificada por 1000 MΩ. Basta 9 nA de desequilibrio  das correntes para que a saída do amplificador ir a +9 V. Se a alimentação não é suficiente para que o sistema se equilibre, o amplificador satura. Naturalmente a saída então se torna bem quieta, o circuito deixou de amplificar o ruído.

Apontei que o circuíto podia mesmo amplificar o ruído na corrente da base do transistor, ou o dispositivo sob teste (DUT). Mas que o layout do circuito é bastante sensível. Apenas 1 pF de capacitância (CF) entre a saída e a base de Q1B causa um atraso na resposta. 1000 MΩ * 1 pF = 1 ms, o ruído atenua acima de 160 Hz. É possível fazer um layout com menos de 0,1 pF, mas precisa ser bem pensado e bem montado.

Ao examinar o testador, o layout estava muito organizado, o fio da saída estava montado ao longo do fio do nó somador (base de Q1B), e a resposta em frequencia estava mesmo abaixo de 100Hz. Numa coluna futura falarei de como 1 pF se parece e como pode prejudicar. Assim, mesmo se a saída não estivesse saturada e se tentasse medir o ruído em 1 ou 10 kHz, este circuíto indicaria um resultado muito abaixo do mínimo teórico do transistor. É um bom lugar para verificar a correção do circuíto.

Não que seja impossível medir o ruído da corrente da base do transistor, mas o circuíto precisa ser adequado. Eu escrevi um artigo em 1968, e verificando hoje, a única coisa que mudou é o nome dos operacionais. Não se pode mais comprar estes operacionais de componentes discretos e encapsulados, mas a abordagem do teste tem a mesma validade. Talvez eu escreva uma versão atualizada. No caso presente, o problema foi que um resistor de 1 MΩ e a amplificação do ruído em 100 ou 1000 (por RF e R1) não foi uma boa idéia. As capacitâncias parasitas e o ruído do 1 MΩ prejudicam a precisão. É bem melhor usar resistores reais de 100 ou 1000 MΩ.

De fato, um resistor de 20 ou 5 MΩ se justifica pois dará uma boa relação sinal/ruído e boa largura de resposta. Mais sobre isso a seguir.



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terça-feira, 24 de junho de 2014

Radar penetrante.

O texto a seguir é parte de um folheto apresentando diversos modelos de radares geológicos. Aqui estou publicando só a primeira página, no original e em seguida a tradução.

Original:

Ground penetrating radar is a form of radar which is designed for subsurface imaging. In other words, it's radar which can be used to see things underground, in contrast with the radar used to identify features in the ocean or to analyze walls to determine what might be on the other side. There are a number of applications for ground penetrating radar, and several firms make a variety of radar units designed for this purpose.

This type of specialized radar works a lot like regular radar. The radar unit has a sending antenna which sends out pulses of sound, and a receiving antenna, which picks up those pulses when they bounce off objects underground. The returned pulses can be used to construct an image of what is underground, because they will vary depending on the depth and composition of buried objects.

Several factors influence the usefulness of ground penetrating radar. The first is the nature of the ground being examined, and what people are looking for; subtle geological differences, for example, can make it hard to get an accurate picture. The strength and frequency of the signal also makes a difference, as does the conductivity of the ground. Some types of rock and soil conduct sound better than others, generating a clearer picture.

This technology is also used in forensics, to look for buried evidence at the sites of crime scenes or suspected burials. The earth sciences also relies heavily on ground penetrating radar to learn more about the composition of the Earth, and to study specific sites. It can also have more practical applications. Ground penetrating radar can be used to identify leaks from reservoirs, chemical storage, and other sites, for example.

Ground penetrating radar is extremely useful in archeology, where it can be used to inspect archaeological sites without being invasive. Ground penetrating radar saves a lot of time by identifying potential excavation sites ahead of time, and allowing people to get an idea of the layout of the site before they start digging. It can also be used to gather information about culturally sensitive sites, or sites which might be damaged through excavation.

Simple forms of ground penetrating radar units are also used by enthusiasts who want to find buried metals and other materials. These machines are sometimes more useful than metal detectors, for people who understand how to read the images, as the radar can identify specific objects, not just those which contain metals.

Tradução:

O radar penetrante do solo é um tipo de radar desenvolvido para visualização subterrânea. Ou seja, é um radar para ver objetos enterrados, o contrário do radar usado para identificar características no oceano ou a análise de paredes para determinar o que se encontra no outro lado. As aplicações do radar penetrante são numerosas, e várias empresas fabricam uma variedade de modelos.

Este tipo de radar funciona em um modo semelhante ao radar convencional. A unidade tem uma antena transmissora emitindo pulsos de som, e uma antena receptora que capta os pulsos refletidos pelos objetos enterrados. Estes pulsos retornados podem ser usados para construir uma imagem do subsolo pois variam de acordo com a profundidade e a composição dos objetos.

A utilidade do radar penetrante depende de diversos fatores. O primeiro é a natureza do solo a ser examinado, e o tipo de material procurado. Por exemplo, pequenas variações da composição geológica podem dificultar a aquisição de uma visualização correta. A amplitude e frequencia do sinal também fazem uma diferença, bem como a condutividade do solo. Alguns tipos de solo e de rocha conduzem melhor o som do que outros, gerando uma imagem mais nítida.

O radar penetrante é de grande utilidade em arqueologia, sendo usado para examinar locais arqueológicos de forma não invasiva. O radar poupa tempo identificando previamente os locais potenciais, permitindo uma noção da disposição do local antes de iniciar a escavação. Também serve para recolher informações de locais culturalmente sensíveis ou que possam ser danificados pela escavação.

A tecnologia também tem uso forense, procurando evidências em cenas de crime ou suspeita de enterros clandestinos. As ciências geológicas também dependem do radar penetrante para identificar a composição terrestre e para o estudo de locais específicos. Também tem aplicações mais práticas, tais como a identificação de vazamentos em barragens, armazenamento químico e locais afins.

Formas mais simples de radar penetrante são usadas por entusiastas procurando metais enterrados e outros materiais. Estas máquinas podem ser mais úteis que os detetores de metal para pessoas que sabem interpretar as imagens, pois o radar permite a identificação dos objetos em vez de apenas seu conteúdo metálico.


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domingo, 22 de junho de 2014

Os desafios do tradutor técnico

A literatura técnica é um universo muito diferente da literária. O tradutor de literatura geral precisa se preocupar principalmente com a interpretação do texto, transmitindo o conteúdo emocional da forma que está no original. Por isso pode se tomar algumas liberdades com o vocabulário, alterando a seqüência das palavras e outros métodos. Palavra a palavra, o texto traduzido freqüentemente aparenta ser diferente do original, mas nas mãos de um tradutor habilidoso seu conteúdo é fiel ao original. O tradutor literário de certa forma tem que ser um escritor ele mesmo, interpretando o texto de outro escritor.

O tradutor técnico não pode se tomar essas liberdades. Seu texto tem que se manter fiel no vocabulário e na seqüência. Um texto técnico não tem o conteúdo emocional da literatura, ele tem que ser exato e preciso, transmitindo o significado das palavras sem alterações.

Por isso o tradutor técnico tem que ser técnico ele mesmo, entendendo pelo menos o básico do assunto em pauta. Isso significa ter domínio do jargão específico, entendendo a seqüência das frases e sabendo traduzir isso sem alterações ou interpretações próprias.

O problema é que o mundo técnico é vasto e abrange muitas áreas com pouco relacionamento entre si. Por exemplo, um texto sobre a construção de barragens tem nada a ver com subestações elétricas, e muito menos com a fabricação de semicondutores. Mas esses assuntos existem, têm jargão próprio, e os manuais traduzidos têm que ser fieis, usando os termos de engenharia de cada área. O tradutor literário estaria completamente fora das suas águas. 

Um tradutor iniciante ou amador recorreria a um dicionário com verbetes genéricos, criando uma tradução esdrúxula. Quando não encontra uma tradução deixa o termo no original, pensando que sendo “técnico” será aceito. Em informática e alguns casos de eletrônica isso até confere por falta de termos tradicionais. RAM e e-mail todos conhecem, mas ninguém quer ver “crankshaft” num texto de manutenção mecânica quando o certo é virabrequim.

O bom tradutor técnico sabe e reconhece que não sabe tudo de todas as áreas que possam vir a serem traduzidas. É claro que o tradutor experiente sabe bastante de vários assuntos e está preparado para começar logo o trabalho. Quando surge um assunto ainda desconhecido sabe onde pesquisar para se entrosar. O primeiro passo é procurar textos em ambas as línguas, extraindo os termos técnicos específicos correspondentes e assim construir um glossário. Uma vez feito isso pode prosseguir com a tradução propriamente. O glossário fica armazenado com outros, facilitando o serviço para a próxima vez que o assunto aparece.

Mesmo assim o tradutor técnico não pode relaxar, precisa estar sempre preparado para o caso de algum termo ainda desconhecido e saber se atualizar no caso de áreas muito dinâmicas, como por exemplo, a informática.

O tradutor técnico nas horas vagas é um leitor, passando seu tempo livre lendo artigos técnicos e científicos pelo puro prazer da leitura e pela aquisição de novas informações.

O tradutor técnico tem formação técnica, com experiência no chão de fábrica e de engenharia, já traduziu textos e manuais para seus colegas de trabalho e é um apaixonado tanto por tecnologia como por línguas. Ele usa linguagem precisa, chegando até a ser meio pedante com as pessoas que se expressam de forma incorreta sobre assuntos técnicos. 

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